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Cap’tulo 9: Argamassa
Material da Argamassa:
Uma argamassa bem feita depende de areia e ‡gua limpas. Se qualquer um destes materiais contiver produtos qu’micos reativos a qualidade da argamassa ou reboco ser‡ reduzida. Use areia que os pedreiros experientes utilizam para fazer um reboco de qualidade. Consulte ˆ p‡gina 17 para propor�›es misturando.
Cobertura:
Comece o trabalho do reboque sobre a cobertura iniciando do centro e seguindo em dire�‹o ˆs bordas. Uma pessoa deve ficar dentro do tanque acompanhando o progresso dos que est‹o rebocando em cima da cobertura. Durante esta etapa n‹o se pode aplicar argamassa por dentro no teto; o excesso de ‡gua escorre gotejando e sem dœvida causa o deslocamento de qualquer argamassa fresca. Espere atŽ que o teto fique r’gido para poder reboca-lo. Escove o topo da cobertura com uma vassoura dura para eliminar as rachaduras feitas pelo encolhimento da argamassa. Borrife ‡gua sobre a cobertura para n‹o deixa-la secar muito rapidamente ao sol.
Parede:
Comece o reboque da parede no lado que se encontra ˆ sombra. Trabalhe em ambas as dire�›es ao redor do tanque. A aplica�‹o manual do reboque Ž feita por dentro e por fora do tanque. O controle de qualidade neste momento se refere ˆ uma parede sem bolhas de ar. N‹o aplique uma camada fina de reboco pois esta n‹o penetra e n‹o envolve todas as camadas de a�o da estrutura. ƒ mais prov‡vel que um pedreiro experiente trabalhando muito r‡pido cause bolhas do que uma pessoa com menos experi�ncia que usa as m‹os para pressionar a argamassa ou compacta-la contra a parede. Tenha luvas extras dispon’veis a fim de que os trabalhadores usem as m‹os para compactar o reboque. Compactar com as m‹os significa o uso das mesmas para fazer a compacta�‹o da argamassa na estrutura de a�o da arma�‹o. Descubra todas as bolhas com o aux’lio de leves batidas com martelo na estrutura; as batidas causam a acomoda�‹o da argamassa que por sua vez revela as bolhas que devem ser compactadas. N‹o de acabamento final imediatamente, pois o movimento da p‡ de pedreiro faz com que a ‡gua venha ˆ superf’cie e isto causa o reboco ˆ deslizar-se parede abaixo.
A aplica�‹o mec‰nica da argamassa na parte externa requer um grupo de pessoas no interior segurando placas de madeira compensada contra a arma�‹o de a�o.
Acabamento Final da Argamassa:
Termine o teto quando a argamassa estiver suficientemente firme para acertar-se as irregularidades com o aux’lio de uma esponja molhada e tambŽm quando puder aceitar mais reboco. Para o acabamento da parede, espere atŽ que a argamassa esteja firme; com o aux’lio de uma esponja molhada de o acabamento final alisando a superf’cie. Comece onde a parede foi inicialmente rebocada. Use uma esponja limpa para alisar a parede removendo gr‹os maiores de areia e pequenos peda�os de cascalho. O uso da esponja para ambos os fins acima descritos funciona melhor quando se limpa a esponja frequentemente com ‡gua. Esta tŽcnica se aplica para ambas as superf’cies do interior e do exterior. Aplique mais argamassa para cobrir qualquer estrutura de a�o que esteja exposta. Use a tŽcnica da esponja molhada em qualquer rachadura que apare�a por causa do encolhimento.
Se o reboco tiver um bom acabamento, o tanque n‹o vazar‡ ‡gua. Uma boa pr‡tica Ž vedar a parede interna com um vedador ˆ base de cimento antes de encher-se o tanque. Use uma vassoura tipo escov‹o mas com pelos macios e uma vasilha em forma de bandeja para facilitar a aplica�‹o do vedador. Estes materiais requerem um dia para a cura. Aplique na noite anterior e comece no lado do tanque que esta na sombra. Pequenos vazamentos ser‹o eventualmente vedados pelos minerais cont’dos na ‡gua; quando esta se evapora, os minerais ficam ali depositados.
Cura da Argamassa:
Existem v‡rias maneiras de manter-se o tanque molhado atŽ que a cura da argamassa esteja completa. Cobertores velhos e uma mangueira funcionam bem se alguem esta presente no local. Um borrifador de ‡gua ligado ˆ um rel—gio movido ˆ bateria e programado para ligar e desligar tambŽm funciona. Pl‡stico preto colocado sobre cobertores molhados retŽm a umidade e tambŽm eleva a temperatura acelerando a cura. O ponto principal Ž de manter-se a umidade na argamassa. Uma vez que a argamassa se tornou seca, o estado f’sico do material muda e ele n‹o absorver‡ mais ‡gua. Concreto t’pico usado em piso ou funda�‹o tem uma for�a de compress‹o de aproximadamente 210 kgf/cm2. Ferrocimento bem curado tem for�a de compress‹o que pode variar de 450 kgf/cm2 ˆ 840 kgf/cm2. Estes c‡lculos de for�a s‹o uma boa indica�‹o do tempo de dura�‹o da estrutura. Concreto bem feito protege o a�o contra os elementos e a estrutura dura muito tempo sem nenhuma manuten�‹o. Aten�‹o e esfor�o colocados na cura bem feita do concreto ser‹o apreciados por gera�›es.
Aplica�‹o Mec‰nica:
Ferrocimento propulcionado ou bombeado atravŽs de um bocal de borracha, es uma mistura em quantidades de 505 Kg de cimento /m3 de areia grossa. Ar comprimido propulciona o emplastro de encontro ˆ arma�‹o de a�o ou ferragem estrutural. Esta Ž a tŽcnica mec‰nica aprovada e utilizada na industria de constru�‹o; existem outros sistemas menores para propulcionar emplastro de cimento e areia.
Um grupo forte e ativo de ajudantes se posiciona no interior segurando placas de madeira compensada contra a estrutura de a�o para servir de revestimento ou apoio ao emplastro e assim evitando que ele simplesmente passe atravŽs da ferragem sem formar a camada espessa e necess‡ria para uma forte estrutura.
Um segundo grupo de ajudantes atende ˆ limpeza e ˆ troca das placas de madeira compensada ˆ maneira que se tornam pesadas com o acœmulo do emplastro.
Os operadores do bocal do emplastro ˆ jato tambŽm devem ser bem fortes. A mistura do concreto contem areia grossa cujos gr‹os atingem o tamanho de cascalho. Alguns destes ao bater na ferragem saltam para tr‡s e se acumulam como perda ou desperd’cio.
A supervis‹o se torna a parte mais intensa do trabalho quando a velocidade da aplica�‹o aumenta. A limpeza Ž tambŽm uma grande parte do servi�o. O nœmero de bolhas de ar diminui com a habilidade e destreza do operador do bocal. A aplica�‹o mec‰nica torna-se mais pr‡tica quando o tamanho do projeto Ž grande, e quando o custo de operadores com experi�ncia Ž muito alto ou eles simplesmente n‹o est‹o dispon’veis. Os pr—s e os cons da aplica�‹o mec‰nica Ž assunto de debate. îtimos tanques s‹o constru’dos com o mŽtodo de emplastro ˆ jato ou bombeado.
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